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terça-feira, 13 de julho de 2010

Relendo e renascendo

Tem gente que acha estranho eu estar relendo uma quadrilogia. Você já conhece a história, oras! Mas sabe? O incrível de reler qualquer coisa - meus posts, inclusive - é que, a cada leitura, o leitor é outro e, consequentemente, a obra também é outra.
O quarto livro d'As brumas de Avalon está aqui do meu lado. Eu simplesmente devorei esse livro na madrugada passada. Sabe quando o livro te dá aquele tapa na cara? Então.
Posso ser preso por causa disso, mas vou transcrever a parte nada curta que me fez ficar completamente insone. O real motivo de eu fazer isso, vocês vão saber.Eu sei que vocês não vão entender nada, porque talvez não conheçam a história e porque esse seja parte do capítulo 8 do quarto livro. Quem sabe até fiquem curiosos para ler?
Eu poderia explicar o contexto no livro, mas vai perder toda a graça. Leiam o livro ou não assistam ao filme, porque eu duvido muito que um filme de 3h reproduza mais de 800 páginas da quadrilogia, muito menos reproduzir bem.
Não, não vi o filme.

... Creio que o que mais me magoou foi falhar a Avalon, foi Ela não ter estendido sua mão para ajudar-me e realizar o seu desejo. A força de Artur, dos padres e do traidor Kevin fora maior do que a magia de Avalon, e não restara ninguém.
Não restara ninguém. Ninguém. Eu pranteei Acolon sem parar, e a criança cuja vida mal começara antes de terminar, atirada fora com os restos. Chorei, também, por Artur, perdido para mim agora, e meu ininigo, e, inacreditavelmente, até por Uriens, e pelos escombros da minha vida em Gales, a única paz que eu jamais conhecera.
Eu matara, afastara de mim ou levara à morte todos aqueles a quem amara no mundo. Igraine fora-se e Viviane morrera, assassinada, jazia entre os padres de seu deus de morte e condenação. Acolon fora-se, o sacerdote que eu consagrara para lutar a última batalha contra os padres cristãos. Artur era meu inimigo; Lancelote aprendera a temer-me e a odiar-me, e eu não era inocente por causa deste ódio. Guinevere temia-me e desprezava-me, até Elaine fora-se agora... e Uwaine, que fora como meu próprio filho, também me odiava. Não havia ninguém que se importasse se eu morresse ou vivesse; por isso, também eu não me importava...
As últimas folhas caíram, e as assustadoras tempestades de inverno começavam a abater-se sobre Tintagel quando, um dia, uma de minhas damas veio até mim dizendo que um homem me procurava.
(...)
Agora, contra a minha vontade, senti-me agitar pela curiosidade. O Merlim? Mas Kevin era homem de Artur, certamente; ele não viria ter comigo assim. Não se aliara ele a Artur e aos cristãos, o traidor de Avalon?(...)
- Da última vez que nos falamos, você disse que os dias de Avalon estavam terminados. Por que, então, deveria haver mais alguém para sentar-se no lugar de Viviane, exceto uma garota que mal se encaixa para tão alto cargo, esperando o dia em que Avalon desapareça completamente nas brumas? Desde que você renegou Avalon pelo estandarte de Artur, não fará sua tarefa mais fácil se ninguém reinar em Avalon, exceto uma velha profetisa e uma sacerdotisa sem poderes?
- (...) ocorreu-me que suas mãos ainda são necessárias lá. Ainda que Avalon esteja fadada a perder-se nas brumas, recusar-se-á a perder-se com ela? Jamais a julguei covarde, Morgana. Você morrerá aqui, Morgana, de dor e de exílio...
- Para isso vim para cá... Tudo o que tenho tentado fazer está arruinado, falhei, falhei... devia ser seu triunfo, Merlim, que Artur tenha vencido.
Ele balançou a cabeça:
- Ah, não, minha cara, nenhum triunfo. Faço o que os deuses me deram a fazer, nada mais, e você faz o mesmo. E, de fato, se sua sina deve ser ver o fim do mundo que nós conhecemos, então, meu amor, deixe que esta sina nos encontre no lugar que nos foi apontado, servindo o que nosso deus nos deu para servir... É minha tarefa chamá-la de volta a Avalon, Morgana, não sei por quê! (...) seu lugar é em Avalon, e o meu é onde os deuses decretarem. E em Avalon, você poderá curar-se.
(...)
- Deixe-me em paz, harpista Kevin. Vim aqui para morrer. Deixe-me agora.
E então, no silêncio, ouvi o som suave de sua harpa. Kevin tocava, e depois cantou.
(...) Ele cantou a maneira como o iniciado Orfeu perdera aquela a quem amava, e descera aos Infernos e falara com os Senhores da Morte, e implorara por ela, e lhe foi dada a permissão para ir às terras escuras e trazê-la de volta, e então ele a encontrara nos Planaltos Imortais...
(...)
- Volte, volte, a vida chama com todos os seus prazeres e dores. Sou eu que a chamo, Morgana de Avalon... sacerdotisa da Mãe... volte à vida, volte para mim... você que a jurou, a vida espera além da escuridão da morte...
- Estou velha, velha; eu pertenço à morte, não à vida...
- ... Ela será jovem ou velha como lhe aprover... - e diante dos meus olhos minha própria face espelhada estava de novo jovem e bela como a da donzela que chamara o jovem gamo para caçar o veado que corria... sim, e eu fora velha quando Acolon viera ter comigo, todavia lançara um forte desafio para seu filho.... e ainda que velha e estéril, todavia a vida pulsava dentro de mim como na eterna vida da terra e da Senhora... e o Deus estava diante de mim, o Eterno que me convocava para a vida... e eu dei um passo, e outro, e então eu subia, subia, vinda da escuridão, seguindo as notas distantes da harpa que cantava para mim as verdes colinas de Avalon, as águas da vida... e logo descobrir que estava de pé, estendendo minhas mãos para Kevin... e ele depôs a harpa gentilmente, me segurou, e quase desmaiei em seus braços. E por um momento as brilhantes mãos de Deus queimaram-me... e depois era apenas a voz doce, musical e meio zombeteira de Kevin que me dizia:
- Não posso segurá-la, Morgana, como bem sabe.
(...)
E, pela primeira vez, em muitos dias, dormi. E, dois dias mais tarde, cavalguei para Avalon.


Obrigado por me trazer de volta à Avalon, Isabela*.

domingo, 4 de julho de 2010

A trap and an oath

I tried one last time with Alice* today. That's what happened:
I made a little trap: I have a very odd photo of hers, making a grimace. However, the photographer, who wasn't me (but a common acquaintance), didn't give time to my camera to focus on her, and the result was a completely blurred photo. But she's still recognizable. At least I recognized her.
I posted this photo on an online album, with this subtitle: "I negotiate the photo deletion", and waited for her reaction. As she didn't answer, I teased her:
(via orkut scraps)
Me: "Not even you have recognized yourself in this photo?"
Her: "That's not fair! Delete that photo! LOL"
I knew she wouldn't be mad at me, as I foresaw she'd laugh at it too. Trap triggered!
Me: "Oh, then we may negotiate it... how 'bout talkin' the subject over Thursday night at that pub?"

(via MSN):
Her: "Just saw your message... thanks for inviting, but I'm going to travel..."
Me: "Oh, really? No prob then. Travelling? Where to?"
Her: [small pause] "São Paulo. I'm visiting my sister."
Me: "Ah, yes. Thought you'd say about that meeting at Natal, but it's next week, isn't it?"
Her: "Yes... I'm going!"
Me: "That's nice, eh?"

Why do I think she's lying to me? Not only because of her small pause, but also because I suppose her sister, who is also a college student, will already be on holidays, as we are. OK, her family can be going there to bring her back home, as my parents does sometimes. Still, there's a light, subtle whisper in my ears... She's trying to avoid you. Remember that this is not the first time, but the THIRD time she turns you down!

... I surrender. That's why I am swearing an oath: from now on, I'm not going to try again. Never. With anyone.
No, I'm not mad at her specifically - she has the right to reject or accept any asking-outs she receives. And I suppose it is rather easy for you, women, to choose between a meeting and a girls' night out at a night club.
Or a travel.

The problem is with me. I'm 21, and never have I seen such uselessness in this subject as I myself. Why do I keep on banging my head against the wall? Twenty-one is an age that has no coming back.
So, I surrender.

Actually, I'm solving a problem. My anxiety for sharing a life with someone is the lock-and-chain set for the true freedom I could feel.
I kept on telling myself that the only thing I miss is someone with which I could share my innermost secrets, my innermost concerns...


Yes, I have just contradicted myself.

sábado, 3 de julho de 2010

Eu não preciso de você

Eu conheço cada centímetro da sua pele, cada palmo do seu corpo. Sei o exato ponto onde as cócegas te são mais provocantes, qual é aquela partezinha do seu couro cabeludo onde você mais gosta de receber um cafuné.
Sim, eu percebo que, quando você finge aceitar, mas está contrariada, uma ruguinha quase invisível na sua testa aparece. Eu sei que só quando suas covinhas aparecem é que seu sorriso veio da alma.
Eu sei qual é a coisa que mais te deixa ansiosa: esperar.
Entretanto, eu não precisava conhecer seu corpo, não precisava saber ler suas reações, não precisava conhecer suas ânsias.
Não preciso de nada disso.

Eu não preciso de você.

Mas que força é essa que me inquieta, que não permite ver aquela porçãozinha exata do seu pescoço sem que meus olhos traduzam meus pensamentos pecaminosos? Que força é essa que me faz ler suas linhas de expressão no seu olhar? Que força é essa que me força a fazer surpresas ou te deixar na expectativa, só pra ver seus cômicos pulinhos e tremeliques, de tanta ansiedade?

Eu não preciso de você. Mas estou aqui, do seu lado.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Uma não tão rápida sobre as expectativas

Final de semestre, e as notas finais saindo. Hoje, logo depois do jogo ridículo do Brasil na Copa, eu vi que saíram as notas de uma das disciplinas da pós-graduação.

Bom, contemos a lenga-lenga do começo:
O programa de pós daqui funciona assim: quanto às disciplinas, a gente tem que cursar 3 disciplinas obrigatórias. Os alunos efetivos devem manter rendimento superior a 60% em duas delas (conceito C) e superior a 75% na outra (conceito B). Caso contrário, são cortados do programa de pós. E isso os deixa muito tensos, reclamando da vida... por conta de míseras três disciplinas (*).
Um caso muito extraordinário é se o aluno efetivo conseguir dois conceitos A (mais que 85%) e um B, pelo menos. Nesse caso, e se o orientador autorizar, o aluno "A-A-B" pode fazer doutorado direto, sem o mestrado.
Meu caso (aluno especial, porque eu ainda não terminei a graduação) é um pouco diferente, pois eu não tenho a obrigação de ser "B-C-C". Aliás, eu nem tenho a obrigação de cursar as três disciplinas agora, e eu posso cursar as disciplinas de novo, caso não consiga os conceitos B ou C requeridos.
Por problemas de horário, eu escolhi cursar só duas. No entanto, eu ainda tinha as disciplinas da graduação (que são quatro, nem um pouco fáceis). Se eu não graduar, é óbvio que eu não posso continuar na pós-graduação, nem como aluno especial. Meu foco, portanto, é outro.

Apesar de não ser meu principal objetivo na universidade no momento, eu ia muito melhor nas disciplinas da pós que muitos dos alunos efetivos. Modéstia à parte. Não falo isso porque eu estou me gabando, e sim porque nem todos estão cursando a pós-graduação porque desejam, infelizmente. Sim, essa é a origem de maus professores, mesmo em grandes universidades.

Como é uma coisa que eu quero - e muito -, eu faço a minha parte para não precisar cursar as disciplinas de novo quando eu for um aluno efetivo. Inclusive, várias pessoas tiravam dúvidas comigo, copiavam listas (é, e quem disse que isso é coisa de graduando?), etc.

Não foi nem uma, nem duas vezes que ouvi:
"O Gringo* vai ser A em FT e Cinética."
"Certeza que o Gringo* vai conseguir doutorado direto."

A tal da expectativa.

- E aí, viu seu A em FT?
- Não, eu tirei B - respondi.
- Como assim? Você era o que mais estava manjando de FT na sala!
- Eu não estava me sentindo muito bem na segunda prova, foi isso.

O que não deixou de ser uma verdade. Final de semestre, eu tinha todas as avaliações dobradas - as da graduação e as da pós. Imagina se eu estava cansado.
However, mesmo que eu mantivesse a mesma média da primeira prova, eu seria B em FT. Aliás, o professor (que já me conhecia de outros tempos, já que ele foi meu orientador da IC e vai ser do mestrado) me deu o conceito B: se ele fosse fazer os cálculos certos, eu seria C.
E agora, eu acabei de olhar a da outra disciplina: B em Cinética.

Resumindo: sou B e B. Agora sim vocês estão felizes, colegas? Olha só, eu não posso mais pensar em doutorado direto! Não tirei o A necessário.

Eu acho engraçado isso. Todo mundo me acha um gênio. Ainda bem que eu sei que não sou. Gênio, certamente não. Esforçado, talvez. Alimentam-se expectativas em cima de uma genialidade que não existe.

Portanto, ficou aqui uma lição: não há razão nem para que eu próprio me  achar um gênio, quanto mais para os outros! Sou só humano, como todos são.

Prolongue essa lição para o campo que quiser: amoroso, profissional, etc.


(*) Mas que me faz rir pensar que eu fiz o dobro de disciplinas (contando as da graduação) que os mestrandos; que eu sou tesoureiro da comissão de formatura; que eu já estou fazendo pesquisa do mestrado (enquanto a maioria deles não está) e que eu tenho um aluno de IC co-orientado por mim... ô se faz!

domingo, 27 de junho de 2010

Cinco anos

Sentir saudade de coisa boa é fácil. Os amigos de São Carlos, da universidade, das festas - é claro! Duvido que alguém não fale que não sentirá saudades disso. Por outro lado, nossos cinco anos aqui em São Carlos não foram só flores.

Duvido que alguém confessará que sente saudade de quando teve, pela primeira vez, que se virar para manter a casa. Eu, pelo menos, não tinha máquina de lavar no meu primeiro mês em São Carlos, e não contratava diarista por nada nesse mundo. Sim, nos primeiros finais de semana, lá estava eu no tanque, ou com a vassoura em punho. Lerê, lerê...

O clima maluco dessa cidade? Piorou! Saio lá de Minas Gerais, do coração do cerrado brasileiro, e venho pra essa cidade que não decide se faz frio, se chove, se faz calor, ou se acontece tudo isso no mesmo dia. Em um intervalo de menos de uma hora.

Ah, é! Nisso eu aposto, e bem alto: ninguém vai encher o peito e falar que sente saudades das noites em claro, por conta dos planos de estudo - famosos planos de estudo! -: Juscelino Kubitschek (50 anos em 5), Jack Bauer (resolva seus problemas de estudo em 24 horas!), Serginho Groismann (até Altas Horas) ou mesmo Roberto Baggio (na decisão, só chutar pra cima)!

Todas as questões polêmicas acerca da comissão de formatura, da minha saída não tão voluntária do PET, dos tantos "nãos" dos processos seletivos de estágio, da dura, mas mais que acertada decisão de fazer mestrado...

Mas sabe de uma coisa? Só de pensar no ano que vem, em que tudo será diferente, em que nada disso será parte da minha rotina...

Não dá um apertozinho no peito?

sábado, 20 de março de 2010

Voltei!

Mas eu voltei pra falar de coisa boa, pra frente.
Não comecei a terapia, e nem vou começar. Não pelo motivo que eu aleguei. Foi só que eu senti saudades de escrever só pra mim.
De fato, eu não parei de escrever. Eu comecei outro blog, sobre culinária e engenharia, minhas duas paixões. Infelizmente, eu não escrevo lá tanto quanto eu gostaria, por falta de tempo. Ah, gente... é um passatempo, não um compromisso! Então, eu nem vou me cobrar a ponto de postar tão sagradamente quanto às pessoas que blogam por profissão.

Voltando: sobre a terapia, eu percebi que a única coisa que eu fazia era auto-flagelação, conforme postei aqui da última vez. Bevidade aos (agora) 21 anos? Só eu sei disso. Se não aconteceu ainda, deixa estar. Se é pra ser, vai ser. Se não, fazer o quê, né?
Claro que não vou ficar de braços cruzados esperando pela mais perfeita pessoa aparecer na minha vida. Aliás, eu tenho feito meus esforços quanto a Alice de novo, sabe? Deixa eu contar essa nova pra vocês:
Eu cruzei com ela outro dia no ônibus lotado. Eu tava de lente de contato, e o sol estava ofuscando muito, fazendo eu ficar meio franzido, com cara de bravo.
- Oi! E aí, como tão as coisas? Tá estagiando?
- Oi... então, na verdade, eu tô fazendo mestrado. Acho que te falei antes, né?
- Nossa, que legal! Parabéns!
Fiquei pensando qual foi meu mérito de ir assinar um documento pra entrar como aluno especial. De qualquer forma, agradeci pelos parabéns.

Uns dias depois, ela me perguntou via MSN se eu estava bravo com ela.
- Não, por que estaria?
- Ah, te achei com uma cara estranha aquele dia.
Expliquei que era por conta de uma conversa com meu orientador, o que era uma meia verdade. A falta dos óculos fotocromáticos também explicavam.

Conversa vai, conversa vem, e ela acabou falando que precisava de umas aulas de inglês. Ó só.
Ficamos de combinar algum dia depois de ela terminar os ensaios pra próxima peça.

Talvez eu esteja fantasiando demais as coisas, mas eu acho que o fato de ela me procurar pra conversar as coisas demonstra alguma coisa. Ou não? Só perguntando pra saber...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Caridade na vida a dois?

Engraçado isso: o Eduardo*, amigo meu de infância, agora está solteiro. Diz ele que from now on, I'm datin' myself. A justificativa? Ele estava fazendo muito pelo relacionamento dos dois, e, sob a clássica "Bonzinho só se f*de", terminou.
Tá, eu entendi bem a situação dele, acho que estava bem decidido na atitude a tomar, e realmente concordei com ele: a agora "falicida" achava que se garantia com ele, e, por conta disso, não fazia o mínimo de esforço para manter o relacionamento. Já tá firme mesmo, pra quê? Não preciso de ficar de mimimi.
Concordei com a atitude, mas não a justificativa. Ah, ela não faz nada por mim, então não faz sentido a gente ficar junto. Vai acabar dando na mesma, mas vejam se entendem minha justificativa:
Conforme a analogia que eu fiz há um tempo com a dança, o objetivo dessa condução, dessa imponência não é impressionar, como muitos homens fazem unfortunately. Prefiro pensar que é melhor querer fazer seu par feliz e, com isso, ser feliz a dois.
Um quê de caridade, talvez.
Mas a pessoa que recebe essa caridade precisa querer receber a caridade. Como assim? Perceba pelas campanhas filantrópicas, sobretudo no final do ano, a tal coisa do espírito natalino: normalmente, os necessitados acabam por abusar dessa beneficência, e se abastecem por meses, e torram seus salários ínfimos com inutilidades. E isso decepciona a quem ajuda. Essas pessoas não querem a caridade. E nos faz pensar: por que é que eu quero fazer essa pessoa feliz, mesmo que só nesse instante em que ela recebe minha caridade?
Uma vez, numa distribuição de sopa beneficente, presenciei essa cena:
- Tia, põe sopa aqui pra mim. P'ra minha mãe. - um menino raquítico estava com uma vasilha na mão.
- Ponho... Cadê sua mãe? - a minha mãe disse.
- Tá im casa, dormin'o. Ela foi nu forró ônti, e chegô tarde im casa. Aí ela falou pr'eu almuçá aqui, puquê ela tá cansada e num vai fazê cumida hoje não. I ela pidiu pra levá sopa pra ela tamén.

Ah, a sinceridade das crianças! Entende o que eu quero dizer com "não querer receber a caridade"?

Analogamente, é possível perceber quando alguém não quer a nossa caridade quando na vida à deux: não adianta eu querer fazer caridade, ou seja, querer fazer alguém feliz, querer fazer o bem para alguém, se essa pessoa não quer que eu a faça feliz, que eu faça o bem a ela.
Que diferença existe entre isso e o raciocínio do Eduardo? É que, do jeito que ele pensou, dá a impressão (pelo menos para mim) que ele a namorava esperando alguma recompensa. A gente espera receber alguma coisa com a caridade? Não acho que seja por aí.
Partindo daquela ideia, a (agora ex-)namorada dele não quis receber a caridade do Eduardo. E isso o fez pensar: por que é que eu quero fazer essa pessoa feliz, mesmo que só nesse instante em que ela recebe minha caridade? Nisso sim, eu concordo. E acho que a atitude dele foi certa.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Viagem de avião

Eu sei que não tem nada a ver com o blog, mas eu estou pra escrever isso faz tanto tempo!
Até hoje, eu só viajei de avião uma vez. Foi da minha cidade pra "belzonte", e ainda assim nem foi um voo tão agradável.
Pelo menos não aos ouvidos. Aos olhos, no entanto... e me veio "o clique", fatídico clique.


Passadas as instruções para qualquer incidente,
o ruído a partida anuncia.
Olho os pontinhos luminosos,
Perdidos, na pista à frente
Tão com a noite contrastantes!
Estrelas?

Gagarin disse que "a Terra é azul"
Não.
A Terra é tão negra e estrelada quanto o espaço
Ah, a vista do espaço!
É um planetoide a casa de barro
É um cometa na rua o carro
É uma constelação esse bairro
A galáxia do Zebu.

E fora desta galáxia, o que há?
Há uns corpos celestes, solitários
Naquela que parece ser a rodovia.
Não é prazeroso, não é excitante?
Existe fora do nosso planeta vida!

Encanta o fulgor doutra nova galáxia
O brilho dos olhos de dona Beja ofusca.
Eterna será a beleza daquela
Pelo grande amor abandonada,
Hoje, para sempre relembrada.

Uma ou outra galáxia aparece na trajetória.
Essas cidades são mapeadas?
Essas estrelas, conhecidas?

Uma enorme supernova engole toda a aeronave!
Que é isso? É a gravidade?
O destino de toda estrela é a supernova
Não, é o meu destino. Chegamos.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Metalinguagem

Ah, não adianta, não sai. Tô tentando faz dias escrever outro Diálogo, mas não.. vai, simplesmente.
Tudo bem, o primeiro foi um caso totalmente à parte: eu, de madrugada, sem sono, e eis que me vêm a ideia de começar a escrever alguma coisa sem ser lamúrias ou fails aqui, além de eu me lembrar do meu melhor sonífero muito menos agressivo que Lexotan: livros. E saiu assim, sem querer. Gostei do resultado. Gostaram do resultado?
Não, eu não posso ser escritor, gente. Porque eu não consigo escrever "de subsistência", eu preciso daquele "clique". Do quê a mais. Ainda assim, eu não consigo mais do que uns textos desconexos e esporádicos. Descobrir isso me fez admirar ainda mais os autores de quem li - fiquei imaginando como é que eles conseguem!
Pensando bem, dos autores que eu li, poucos são aqueles que não fazem uma pesquisa antes de escreverem. Pensem nos exemplos: Dan Brown, Stephenie Meyer, Rhonda Byrne minha vontade era de jogar aquele livro na parede, God's sake!, mesmo os nem tão recentes J. R. R. Tolkien, Marion Zimmer Bradley...
Daí eu acho relativamente fácil a tarefa. Não, não estou menosprezando a tarefa, pelo contrário. Só não vejo... riqueza - por assim dizer - em escrever com base em pesquisa. Acho louvável, mas é como ser um atleta de final de semana: há um treino, há uma prática; mas falta o dom.
E é esse dom que eu acho que me falta. Tá, não me acho totalmente inútil nesse aspecto, mas sou amateur, é isso.
Reconhecido isso, falta-me fazer uma... "pesquisa", y'know? Não, não... o que eu quis dizer é que eu sei o que falta para que eu escreva um livro: um tema.
Se eu for seguir o que eu faço aqui, é simples concluir qual é o meu "tema": eu tanto teorizei sobre respeito, sobre excesso de liberdade, sobre cumplicidade, sobre segurança... preciso vivê-los na prática.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Sim senhora

Dizem ser sempre do homem a última palavra na relação. Essas do título.
Hoje quase saiu briga aqui em casa. Tudo por conta de Gabriel, actually.
Foi assim: meu pai dirige uma empresa de comunicação visual, e o principal shopping daqui da cidade por vezes solicita serviços para "nós", conforme meu pai tanto pluralizando eufemiza e ao mesmo tempo se orgulha. Campanhas, promoções, essas coisas. Dessa vez é a campanha de férias do shopping.
Problema: certamente ninguém nunca viu alguém colando adesivo, colocando banners, placas, etc. em um shopping, right? É porque eles sempre pedem para que qualquer prestação de serviço seja, por conveniência, feito fora do horário do expediente deles, ou seja, até 09h30 ou após 22h30.
Além disso, por vezes, por ser um trabalho que leva muito tempo, mas que é simples, meus irmãos e eu ajudamos a aplicar os adesivos. Evita um pouco o pagamento de hora extra. Trabalho escravo?
Enfim, Gabriel, que estava na cidade onde ele estuda até agora há pouco, não iria ter tempo para a  Juliana*. Já vi quando ele ficou de cara amarrada quando Diogo*, gêmeo dele que trabalha com meu pai, falou que precisaríamos ir ao shopping colar adesivos.
Eu não ligo de ir lá, até porque eu estou precisando ocupar minha cabeça. A questão é que eu preciso de um meio de transporte, se eu for. However, eu também acho desperdício se eu for no carro do meu pai, sozinho, sendo que os dois também vão lá.
- Diogo, como que eu vou? O Gabriel me busca aqui, eu vou com você...? Como?
- O Gabriel te pega.

O celular toca.
- Pai, posso ir pra lá depois da meia-noite?
- Mas até lá já vai ter acabado o serviço, Gabriel. 'Tá bom,pode ficar aí, precisa ir não. Pode ficar aí namorando. - eu já sei que quando meu pai fala com ironia, é porque ele está contrariado e BEM nervoso.
- E agora? - perguntei.
- Precisa ir não - respondeu Diogo, rispidamente.
- Tem certeza, Diogo? Nossa, que confusão, hein, mãe? - eu acho que, só de olhar, minha mãe entendeu o que eu estava pensando. - Eu vou com você, Diogo. Só me avisa quando estiver saindo.

Claro, eu sei que Gabriel passou a semana inteira lá na cidade onde ele estuda (atrasou por conta das "férias suínas", conforme eu caçoei outro dia), e quer to rest his bones with her, mas um diazinho a menos não mata ninguém, ce n'est pas vrai?
De fato, eu acabei de chegar de lá, 02h30. Nós voltamos quando a gente não pôde fazer mais nada. Ele está aqui na minha frente, no PC daqui de casa, jogando. Mal ele sabe que eu estou aqui falando mal dele escrevendo!

Já não foi dessa vez que saiu gente de cara amarrada aqui em casa por conta disso. Gabriel passou o natal com a família dela, muito a contragosto. Outra cidade (Brasília), gente que ele não conhecia... já viu, né? Daí, como dia 1º de janeiro é aniversário do meu pai, inevitavelmente, réveillon é aqui em casa. Claro que Gabriel não deixaria de virar 2010 aqui, dado que ele não passou o natal aqui.
Mas como tudo tem um "mas", Juliana é coiffeuse, sabe? Imagine: salão lotado, trabalhando feito louca, porque todas querem se emperiquitar pras festas do fim de ano... ela estava muito cansada, e não queria saber de festa. Claro, queria rest her bones with him.
Pergunta quem veio de cara amarrada aqui pra casa? Voilà.

Bem possivelmente eu ainda vou pagar pelo que eu estou falando aqui, mas custaria tanto assim a eles respeito tanto mútuo quanto próprio? Olha como seria muito melhor: meu irmão passava o natal aqui, ela descansava no réveillon. Não teria briga pro meu irmão ir ao shopping agora há pouco, para trabalhar. Nossa, vou parar aqui senão a lista ficaria infinita.
Namorados siameses? Eu dispenso.

domingo, 20 de dezembro de 2009

A origem do amor platônico

Estava eu conversando com uma amiga, a Isabela*, e me veio o clique para escrever sobre um tema um tanto delicado: o medo de demonstrar algum afeto, mesmo que sem second intentions.
Diriam os psicólogos (né, Fer*?), sociólogos, filósofos - sei lá - que o homem, a partir do momento em que decidiu viver em sociedade, precisou de regras que delimitassem o espaço de cada um. Estão aí vários teóricos que discorrerão por páginas e páginas sobre isso. Desculpem-me, não conheço quais. Fer, me ajuda?
Não sei se estou sendo original quanto a essa ideia, mas uma coisa que eu pensei durante essa conversa: a intimidade é como uma volta à barbárie, então: a partir do momento em que nos tornamos mais próximos de qualquer pessoa, nós vamos ficando mais espontâneos, sentindo-se mais "em casa". Ou seja, gradualmente recuperamos nossa liberdade primitiva.
No entanto, um medo ainda fica: elogiar essa pessoa próxima sem soar como um xaveco, conforme a Isabela disse. Medo de quê, afinal?
Medo de não ser correspondido. Nós somos um pouquinho egoístas, bem lá no fundo da nossa mente. Nós é que queremos ser elogiados. Queremos nos certificar que a opinião que os outros têm de nós mesmos é boa.


"Não me importo com o que os outros dizem de mim". Bullshit! Auto-afirmação sucks.

E nós, suplicando inconscientemente pela atenção do outro, nos jogamos num amor platônico.
Para as mulheres, é até "bonitinho" quando ela está into someone. Harpas celestiais tocam quando ela o vê.
Ele não me dá atenção! Quem é aquela baranga do lado dele? Ai que raiva!
Ai que delícia é estar apaixonada! Aiquelindoooooow!


"Peço tanto a Deus para esquecer! Mas só de pedir, me lembro"


Agora, para um homem, é tratado como ridículo. É piegas, é coisa de mulherzinha. Pô, cara, que belo chá de buceta ela te deu, hein?
A vida em sociedade impede que o amor se manifeste da forma mais verdadeira e pura possível. Por isso, assim que arranjamos nosso espaço, tratamos logo de criar o mundo onde "só há nós dois". Nosso segredo. Nosso infinito particular.


domingo, 15 de novembro de 2009

A deficiência seletiva

Por eu ter sido sempre obeso mórbido cheinho desde pequeno (e só agora meu peso está aceitável), eu nunca gostava de ficar sem camisa, por razões óbvias: poupar as pessoas e a mim mesmo de um trauma. Ontem, inclusive, eu fui a um churrasco, e o calor dessa cidade, junto à proximidade da churrasqueira, estava insuportável. Mesmo assim, relutei em tirar a pólo rosa que eu estava usando.
Hoje, por outro lado, resolvi me propor uma prova de fogo. Precisava ir ao supermercado e à farmácia, que ficam não tão perto de casa, mas nada que impeça de ir a pé (aliás, eu não tenho outra condução além do Oscar-canhá e da Mercedes de 40 lugares). Resolvi ir topless, mas levei uma camiseta, é óbvio.
Para evitar cruzar olhares ou escutar comentários alheios (estigma do passado), levei meus óculos de sol bem grandes e meu mp3. Je n'écoute pas, je ne vois pas.

Tá aí, descobri uma coisa.
Bem melhor eu abstrair as opiniões dos outros, até porque se eu depender dessas opiniões eu cometo suicídio, com certeza. Bom também é não tentar tirar conclusões a partir de coisas pouco confiáveis, como um olhar dissimulado.

Minha aréola um pouco grande? Não tem como eu diminuir, tem? Então, xapralá.
Minhas estrias bem no baixo ventre? Versão alternativa do "caminho da felicidade" (rá!).
Barriga? Só manter a postura mais reta (o que para mim é uma dificuldade -- 1,85 m e timidez explicam), que ela some magicamente.
Que bom que das minhas pernas eu não tenho do que reclamar.
Cada parte é única. Não existe outro Gringo.

Não tenho abdome "trincado", tórax explodindo na camiseta, bíceps idem. Ainda bem. Não estou incomodado com isso. Se alguém repara demais nesses meus "defeitos", eu sou surdo e cego. Aliás, cega é uma coisa que essa pessoa não é, hein? Falaverdade... Hum...

Regardez-moi, je suis le plus beau du quartier
J'suis l'bien aimé
Dès qu'on me voit, on se sent tout comme envouté, comme charmé
Lorsque j'arrive, les femmes elles me frôlent de leurs regards penchés
Bien malgré moi, je suis le plus beau du quartier, hum, hum, hum
Est-ce mon visage? Ma peau si finement grainée? Mon air suave?
Est-ce mon allure? Est-ce la grâce anglo-saxonne de ma cambrure?
Est-ce mon sourire? Ou bien l'élégance distinguée de mes cachemires?
Quoi qu'il en soit, c'est moi le plus beau du quartier
Mais prenez garde à ma beauté, à mon exquise ambiguïté
Je suis le roi du désirable, et je suis l'indéshabillable
Observez-moi de haut en bas,
Vous n'en verrez pas deux comme ça
J'suis l'favori, le bel ami de toutes ces dames et d'leurs maris
Regardez-moi, je suis le plus beau du quartier
J'suis l'préféré
Mes belles victimes voudraient se pendre à mes lacets -- ça les abîme
Les bons messieurs, eux, ils voudraient tellement m'déshabiller -- ça les obstine
Bien malgré moi, oui bien malgré moi
Je suis le plus beau du quartier


Tá, eu ainda não cheguei a ter essa auto-confiança

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Comidas e pegadas: o paladar alimentando o coração

Adoro cozinhar, sabe? Não sou lá tão íntimo dos utensílios de cozinha, mas é relaxante, quase terapêutico. O segredo de uma ótima refeição são os detalhes: aparência, bons ingredientes, aquela medida que só dá certo se a gente faz e aprende "na mão" (sempre que eu cozinho medindo "tantas xícaras disso, tantas colheres daquilo", dá errado; é incrível!). Muito se aprende só com a experiência, muito pode ser lido ou aprendido pelo que ouvimos dos outros, mas uma coisa é certa: o que garante a unicidade de um sabor é aquele toque que reflete a felicidade de quem prepara a refeição. Já diria aquela propaganda: o segredo é o amor.

A adstringência inaugura o paladar -- as notas acentuadas de um bom vinho são convidativas para um momento a dois. O bouquet clama por ser inalado, o perfume exalado do colo convida uma cabeça para repousar ali. O calor do vinho subindo às maçãs do rosto, uma embriaguez leve, que faz esquecer o mundo, louco mundo. Só existem nós dois. Aqui. Agora. Para sempre.
Sal é essencial -- aquela pitadinha de ciúmes é saudável, e não mata ninguém. Aliás, é necessária. A sensação de "eu te quero só pra mim, tá bom?" é indescritível.
Pimenta é ótima também -- capsaicina combina com vários pratos, desde carnes até chocolates. Um olhar eu-quero-te-comer-agora, aquela pegada máscula e inesperada, forte, mas não bruta. Breathtaking. Ela pede mais e mais, com os olhos lânguidos. Olhos que se entregam, bocas sedentas que clamam pelo encontro, corpos maliciosos que clamam pelo encontro...
Fogo, então, nem se fala! Rara e sem-graça a receita que não vai ao fogo. Meus braços que se enlaçam em seu dorso nu, os seus que enlaçam meu pescoço, mãos puxando meus cabelos, seu corpo de mulher pedindo pelo meu corpo de homem...
Doce é bom -- é o sabor que mais se destaca; a sobremesa encerra uma refeição completa. Um carinho, demonstração sublime de amor, daquela que nos deixa light-hearted. Os corpos se encaixam e se declaram, exauridos. Satisfeitos. Unidos.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Texto enjoadinho


Juro que não forjei este post lendo antes isso -- foi pura concidência eu ter postado o Ahumor hoje e eu visitar o site e ler essa crônica. E, claro, me motivei a discuti-la.
Confesso que me prendi até o fim! Muito bem-escrita, deixando aquele gostinho de curiosidade... Por mais que o autor tenha sido rechaçado nos comentários, eu preciso confessar uma coisa: ele está certo. Felizmente ou infelizmente, daí fica a critério de cada um.
[Leia o texto linkado antes porque vou fazer spoils!] Eu acho que é felizmente que Sall, autor do texto, está certo. Entendi que ele quis dizer que o casamento é uma "morte", mas tinha que existir umas vivalmas que interpretariam essa morte como o término de uma vida de gandaia solteiro, e xingaram o autor de todas as formas, alegando machismo da parte dele.


Imagine só, em vez da marcha nupcial, a fúnebre!

No tarô, a carta número 13 é a carta da morte. Ela não significa a morte em si. Na verdade, ela está relacionada também à renovação, ao rejuvenescimento. É esse tipo de morte que o autor quis dizer, eu acho, mesmo que eu não saiba se ele entenda de tarô eu não entendo. O casamento é uma revolução na vida de qualquer pessoa. É uma nova vida. E, para essa nova vida, é preciso "morrer" antes. Já diz um provérbio que cada escolha é uma renúncia.
Desculpe-me o empréstimo, Vinicius de Moraes, mas é totalmente cabível:

Esposa... esposa?
Melhor não tê-la!
Mas se não tê-la,
Como sabê-la?


Ninguém casa sem querer fazê-lo, conforme eu mesmo disse no meu primeiro Ahumor. Todo mundo reclama do comodismo que os anos de casamento trazem; no entanto, continuam casados. Se o sacripanta quis "morrer", a opção foi dele, oras. Ninguém pode ter duas vidas.


quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Aguardem-me...

Na comemoração do aniversário de Vinicius*, um amigo, eu era o único desacompanhado dentre nove pessoas. Percebendo o fato cômico de eu ser o único solteiro da roda, eu o declarei, entre risos:
-- Nossa, se vocês tivessem falado que era o dia de encontro dos casais, eu nem vinha! -- ironizei.
-- Verdade! Agora que eu reparei -- disse Sidnei*, que divide apartamento com Vinicius, ambos amigos comuns entre mim e Carlos -- Bem que a gente precisava arranjar uma "senhora Gringa", hein? Falaí, Gringo, tem preferência? Loira, morena? Eu sou suspeito pra falar que prefiro morenas -- disse Sidnei, enquanto ele fazia um carinho na sua morena, Andréa*.
-- E eu as loiras -- disse Carlos, abraçando Priscila.
O melhor disso é que eu não me senti o castiçal do dia, mesmo que todos estivessem acompanhados. Como que pode caber tanta felicidade em mim, mesmo nessa situação constrangedora? É, um pouco de álcool faz milagres...
É, minha gente; pena que eu já tenho planos! Daqui a um mês a gente conversa...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Décimo primeiro mandamento: não casais com a primeira... ?

Li hoje aqui depoimentos de homens que se preparam para casar ou que já são casados com suas primeiras namoradas. Gostei do tema e vou pôr lenha na discussão.
A geração filha da década perdida (os atuais vinte e poucos anos) não poderia deixar de honrar sua década: é uma geração confusa pela transição de valores em que ela se encontra. De um lado, a modernidade sedutora: a geração perdida se encontra nos bares, boates, bacanais. Sexo na primeira noite é o grito da libertação das amarras do pensamento retrógrado da época da vovó. Homens provam sê-los conquistando seu harém semanal; mesmo que, para isso, eles joguem para debaixo do tapete suas responsabilidades. Conforme eu mesmo disse antes, tudo é válido, até auto-destruição em nome da infinitude do dia de hoje.
Do outro lado, o sonho do príncipe encantado. Revolução feminista? Faz-me rir... ela só apareceu para masculinizar o pensamento das mulheres, que algum dia vão buscar seu lado Vênus -- a tal da carência afetiva, o maior espanta-namorido já inventado. Alías, namorido por si só já é uma expressão de mulher carente.


Ah, por favor, não estou questionando aqui e nem é meu propósito levantar argumentos sobre o fato de uma mulher hoje "poder".

Onde está, então, o ponto de equilíbrio? A geração nascida da década perdida ainda o está, pelo jeito.
Respeito. Simplesmente o valor indelével.
Quer cair na gandaia, dar suas furunfadas? Vá lá, se esbalde. Mas respeito é bom e eu gosto. Meu Deus, maior reunião de gírias idosas ever! Nem todo mundo quer extravasar do seu jeito. Ah, tá, desculpa, você então é mais caseiro, tranquilo. Ok, mas não herde a intolerância das épocas passadas contra quem não seja do seu jeito.

Falei, falei, falei e fugi do tema. Nem tanto. Eu fico no segundo grupo, caindo seriamente no risco de infringir o mandamento do título. Se eu guardo o sigilo da bevidade, é porque eu sei que a geração atual, apesar de todas as suas "modernidades", é intolerante com isso.
Eu aguardo com paciência o dia especial. O dia em que não haverá sigilo a ser guardado. Agora, se desse dia resultar uma história natimorta ou uma "linda e saudável", só o tempo irá dizer.


Uma das cenas que mais me tocaram em um filme... Atenção especial à musica Only time, de Enya.


A chave de tudo é essa: respeito. Sabendo respeitar o outro no relacionamento e, principalmente, a si mesmo, não há porque ele dar errado. Respeitar em todos os sentidos: os gostos, os sentimentos, o espaço, as vontades -- satisfazê-las não deixa de ser respeitar o sentimento do outro, não é verdade? --, etc. Havendo esse clima de respeito mútuo, não há espaço para se cogitar terminá-lo. Perceba que eu até agora não falei se é no primeiro, no segundo ou no quinquagésimo oitavo relacionamento.
Minha resposta ao mandamento não é minha, é de Enya.

Who can say where the road goes, where the day flows? Only time.
And who can say if your love grows as your heart closes? Only time.
Who can say why your heart sighs as your love flies? Only time.
And who can say why your heart cries when your love dies? Only time.
Who can say when the roads meet? That love might be in your heart?
And who can say when the day sleeps, if the night keeps all your heart?
Who can say if your love grows as your heart chose? Only time.
And who can say where the road goes? Where the day flows? Only time.

domingo, 4 de outubro de 2009

"Perca" 12 minutos da sua vida com "Placas"

Eu já conhecia esse vídeo, que é simplesmente perfeito. Só não havia pensado nele depois que comecei o blog. Deixe carregando (é um pouco grande, 12 minutos) e, enquanto isso, vá lendo.

Contei na última postagem sobre o excesso de liberdade de Carlos*, e pensei que ele só daria muita risada da minha cara, se ele lesse o post. Ontem, havia uns amigos no quarto dele. Estavam tocando guitarra e rindo, e iriam jogar em rede nos computadores, grupo ao qual eu me juntei mais tarde. Naquele mesmo post, eu contei do que se passou, segundo minha visão, ou melhor, audição.
Sei que esse último parágrafo pareceu desconexo, mas o que eu quero dizer é que ele é feliz. Eu o invejo um pouco. Claro, uma inveja boa - eu o invejo porque ele com certeza sente a vida dele completa, e eu sinto um vazio aqui dentro...

Houve um momento em que eu cheguei muito próximo desse "nirvana". Foi no final de julho, quando participei de um congresso de iniciação científica de nível nacional. Apresentei meu trabalho no dia 29, um painel. Eu achei que havia apresentado bem, mas nada fora da média.
Na manhã do dia 30, foi o encerramento do congresso, em que haveria a cerimônia de premiação de trabalhos.
- O trabalho premiado na área de Operações Unitárias e Sistemas Particulados, ou melhor, oS trabalhoS, são quatro. Foi uma escolha difícil, pois os trabalhos estavam com um nível muito bom (...)
E eis que a presidente da organização do congresso anuncia, dentre outros trabalhos, o meu. Tamanha a minha incredulidade, eu precisei confirmar no livro de resumos se o código E8-P28 realmente era o meu trabalho, por mais que ela tivesse lido o título e o nome dos autores.
Fui até a frente do auditório receber as congratulações e o prêmio, que eram um livro relacionado à área de pesquisa e um certificado da premiação. Entretanto, como foram quatro premiados e um único livro, ele foi sorteado. Não ganhei o livro, mas pouco importa. Nunca senti tamanha sensação de trabalho feito. Aquela foi, sim, a representação máxima da minha capacidade como pesquisador.
Borboletas no estômago. A cadeira daquele auditório nunca me pareceu tão confortável, agora que eu não estava sentado sobre ela, e sim, de frente a tantos olhares. Eu sentia falta dela.
Ou melhor, delaS: a cadeira, e a pessoa para me falar ao ouvido:
- Não entendo exatamente o que representa essa premiação, mas eu estou muito orgulhosa de você. Maior do que essa sensação de plenitude que você está sentindo agora é o meu amor por você.

Eu não mereço tanto - realização no campo amoroso, no campo acadêmico-profissional... o que mais eu poderia querer? Amor, obrigado, esse prêmio também é seu: pelo apoio, pelo carinho, pelo amor, enfim... Eu te amo também.

Depois de sair do auditório, meus olhos foram ofuscados pelo sol forte, não dando tempo para meus óculos me protegerem antes disso. Meu esforço hercúleo e silencioso de segurar as lágrimas foram em vão.
- Tudo bem, Gringo, pode chorar agora, eu sei... - disse Marina*, uma amiga que também fora ao congresso.

Não, você não sabe o porquê dessas lágrimas salgadas. Queria que elas tivessem adoçadas - o sabor do amor.

... é isso. Agora, eu sei o que me falta nessa vida.
Carlos se sente tão bem, tão feliz, tão... completo, e a razão disso é que ele tem Priscila, os amigos, a família, as responsabilidades - por que não? -, a vida, enfim.
E eu não tenho minha "Priscila". Não, não tenho desejo algum pela "Pequena" dele, como eles chamam um ao outro. Acho que vocês me entenderam.

Pronto, acho que agora, o vídeo já deve ter carregado. Assista a ele e entenda o porquê de eu ter achado o vídeo perfeito. Será que é porque eu me identifiquei com Jason?

sábado, 3 de outubro de 2009

Intimidade e seus dois resultados

Sabe de uma coisa? Eu acho que dividir apartamento com o Carlos* está sendo uma coisa boa. Em janeiro próximo vai fazer dois anos que dividimos apartamento. Eu estou aprendendo a ser um pouco mais tolerante. Mas depois do que aconteceu ontem à noite e do que está acontecendo agora, enquanto escrevo, eu tive que parar para pensar em o que é ser tolerante com as intimidades.
Eu não ligava para os barulhos que eu ouço com frequência vindos do quarto dele - respirações profundas demais, rangido da cama, estalidos de beijos ou vindo de pelo menos uma boca, se é que me entendem, tapas, alguns gemdinhos, etc. Mas eu acho que hoje de manhã, o Carlos atravessou a linha tênue entre ter intimidade e faltar com o respeito.
Estou escrevendo meu texto ao som de estalos de tapas vindos do quarto dele, de porta fechada. Ele acabou de sair do quarto dele só de cueca samba-canção com um volume um tanto suspeito.
Tudo bem, todo homem acorda com uma ereção que dependendo pode até ser dolorida, de tão forte, e eu não fico atrás sem piadas infames, por favor. Já ouvi várias razões para que isso aconteça: os corpos cavernosos se enchem de sangue porque assim o esfíncter da bexiga, que normalmente está muito cheia depois do sono, fecha - fato vulgarmente conhecido como "tesão de mijo" -; ou por causa do relaxamento dos músculos da região pélvica durante o sono, que permite um melhor fluxo de sangue para a região. Enfim, explicações anatômicas à parte, o fato é que o falo acorda túrgido. E há maneiras e maneiras para que disfarcemos e desfaçamos essa inconveniência. Uma cueca mais justa e uma bermuda folgada, e uma ida rápida ao banheiro para urinar, por exemplo. Simples assim.
Mas ontem à noite ele fez a mesma coisa - sair do quarto dele de samba-canção com o falo ereto - e eu sabia que ele estava com a namorada dele, a Priscila*. Foi até a cozinha rapidamente e voltou com uma garrafa de água pequena. Ela ficou no quarto.
Conforme eu falei, eu não ligo para os barulhos, que sucederam, é óbvio. Mas pô, ele poderia muito bem ter me poupado da cena de vê-lo "naquele" estado. Duas vezes.

Por isso que eu falo sem piadas infames com a homografia do verbo falar, por favor: intimidade gera duas coisas que começam com F - filho e falta de respeito. Daqui a pouco ele está me chamando para filmar.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

O show da naturalidade da Beyoncé brasileira

Estava eu hoje navegando a toa no Youtube e me deparo com o vídeo das Single Ladies brasileiras, que foi a prova do Lata Velha, no programa do Huck deste sábado.


Levando em conta que eu ainda acabei de voltar da academia, não pude deixar de escrever sobre esse tema, a ditadura da beleza. Sei que é muito cliché, mas sério, eu me senti muito feliz pelas dançarinas amadoras do clipe.
Feliz porque as curvas de Luana, a sósia de Beyoncé, não são nem um pouco parecidas com as da ídola, e nem por isso ela deixou de ter sua sensualidade. Claro, elas ainda dançaram um pouco "travadas", mas elas tiveram somente seis dias de ensaios... E olha o show que elas deram no palco!

Eu vou à academia não só pelas razões óbvias de me exercitar. A outra razão por que eu vou para lá é para rir da ironia do lugar: toda academia tem pelo menos um cara que gosta de aparecer, levantando pesos humanamente impossíveis, com uma postura péssima e muita velocidade. Mais errado, impossível. Normalmente, eles só são muito fortes da cintura pra cima, sendo as pernas tão finas quanto o meu pulso. É evidente que eles não conseguiram a forma física de maneiras naturais. O pior de tudo é que existem pessoas que têm inveja disso.
Não, não tenho um pingo de inveja deles. Antes que vocês me chamem de invejoso, quero falar que meu treino é de condicionamento físico, ou seja, não quero ficar "marombado". Eu não acho que eu ficaria... bem - por assim dizer. Eu só treino para manter a forma de barril. Redonda não deixa de ser uma forma, não é verdade?

Tá, e o que tem a ver a Luana, a Beyoncé brasileira, os marombados da academia e eu?
Elas fizeram uma apresentação maravilhosa, mesmo que não sigam os famigerados padrões de beleza. Os marombados vão na contramão, submetendo-se a tratamentos altamente duvidosos em busca do "corpo perfeito".
Eu sigo o meu conceito de beleza. Aliás, eu acho um paradoxo falar em padrão de beleza - cada pessoa apresenta a sua, não há como se falar em padronização. A beleza está exatamente nas particularidades que formam o conjunto: um olhar poderoso em uma sobrancelha fina, ou um olhar inocente que clama por amor? Lábios carnudos que ocultam o sorriso, ou lábios estreitos que são uma moldura para a obra de arte da demonstração da alegria? Faça as combinações possíveis e terá rostos belíssimos.
Beleza está intimamente ligada à satisfação pessoal. A beleza é a eterna busca pela felicidade. Ser belo é saber irradiar a felicidade. Ser belo é saber cuidar de si com naturalidade. Infelizmente, existe a questão da pressão social que gera insatisfação nas mentes mais "fracas", que até distorce esse conceito. Ser belo é consequência de ser feliz. Não se submeter a fazer inversão - buscar a beleza para ser feliz - é crucial para não se tornar uma pessoa viciada em "padrões", que não existem.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Carpe diem e auto-destruição

Hoje, começou uma das maiores festas universitárias do Brasil, que é sediada aqui na cidade onde eu estudo. Na verdade, é um torneio esportivo, mas disso pouca gente se lembra.
Que raios você está fazendo aí, escrevendo nesse blog maldito, então? Vá lá curtir! Não vou por várias razões. Primeira, tenho que apresentar um seminário amanhã. Segundo, tenho um curso nesse sábado e domingo. Terceiro, que das últimas vezes em que fui, em uma delas eu corri risco de morte, e na outra eu não consegui aproveitar por causa de Clara.
Bom, vamos contar cada história de uma vez, né?
A abertura desse torneio é um trio elétrico que sai da porta de uma das universidades daqui e vai até algum ponto da cidade, pré-estabelecido pelas Atléticas. Há muito tempo, esse trio entrava na minha universidade, mas devido aos atos de vandalismo, a Prefeitura Universitária proibiu por tempo indeterminado a realização dessa festa lá.
A primeira vez que eu fui foi em 2007, no meu segundo ano de faculdade. Eu só passei perrengue nesse dia: servi de base pra um "boneco de Olinda", quase morri pisoteado por má organização da festa, entrei sem convite por causa disso (se eu fosse querer ser honesto, eu não estaria aqui escrevendo, e sim sete palmos debaixo da terra), tive que sair correndo desesperadamente por causa de uma briga que começou do meu lado, era fácil arranjar qualquer tipo de droga (era só fechar os olhos e respirar um pouco mais fundo para fumar maconha "por tabela", por exemplo), dentre outras coisas.
Minha segunda vez foi uma auto-análise. Era muito no começo da história da Clara. Eu já tinha me declarado pra ela, mas ainda restava aquele mínimo de sentimentozinho mixuruca por ela, e daí eu pensei que... enfim, toda vez que um cara chegava nela e eu estivesse perto, ela me olhava de um jeito estranho e dispensava o cara. Não sei até hoje o que significou esse olhar estranho de Clara, e vou morrer sem saber.


Enfim, eu tô aqui pra falar de outra coisa: sobre levar a sério demais essa coisa de carpe diem.
Bom, conforme eu disse, é muito fácil conseguir drogas nessa festa, inclusive drogas "pesadas". Fácil também é ver que algumas pessoas (conforme a gente fala aqui), "queimam a largada" - nem ao menos conseguem chegar no final, de tão bêbadas/drogadas/sei-lá-o-que-mais.
Incrível como existe uma forma de ditadura da felicidade na vida unversitária: beber todas, usar/fumar/cheirar todas, "pegar" todas, colar de todos os nerds babacas e conseguir a mesma coisa que eles no final do curso. Aí sim fala-se em ter aproveitado minha faculdade. Infelizmente eu tenho que afirmar que Carlos*, meu colega de apartamento, é assim: eu sei que ele não gosta do tipo de música que toca nessa festa - pra não falar que ele prefere que deem um tiro na cabeça dele a ele ter que ouvir axé, sertanejo e funk durante uma festa inteira. E mesmo assim, ele quase arranjou uma briga com a namorada dele para ir. Ela, submissa, deixando que seu amor por ele falasse mais que o amor dela por ela mesma, deixou; e ainda por cima não foi, para evitar mais brigas no dia da festa.
Há pessoas que "não sabem brincar". Tudo tem que ser da forma mais intensa possível: prazeres, histórias, afetos. Pena é que nem todas essas sabem direcionar essa "ânsia" de forma saudável. É por isso que eu estou em casa. Não sei brincar de carpe diem como a maioria dos universitários.






*** Só alguns fatos sobre essa festa:
1) Eu acho que ela só não foi proibida ainda (ou seja, a prefeitura da cidade ainda solta alvará para que ela aconteça, apesar da reclamação dos moradores) porque ela movimenta horrores na economia da cidade: compras em supermercados por bebidas e afins, hoteis, restaurantes, transporte, etc. Existe toda uma movimentação "turística" por essa festa.
2) Na semana seguinte, os pedidos para exames de HIV aumentam significativamente nos postos de saúde da cidade.
3) Ou a transmissão dessa reportagem realmente quis ocultar os fatos ou o horário não permitiu que eles fossem mostrados. Alguém pode falar para o(a) repórter que não existe Engenharia de Ondas, tampouco uma Unesp em Mongaguá (0:35)? Deu pra ver o nível etanólico da pessoa, também, né?
4) No outro dia, soube de vários acidentes: uma pessoa caiu no rio em cuja margem o "Corso" passou, outro machucou muito sério o joelho por causa de uma bobeira, etc.
5) Efeitos pós-Tusca comuns são uma rouquidão forte e um cansaço tão grande que chega a irradiar. Não precisei ir muito longe para saber desses efeitos...